Vamos falar de moda? Tema de hoje: Moda sustentável


Durante o curso de moda, esse assunto está presente em quase todas as matérias e nas semanas de moda da faculdade, mas eu nunca pesquisei a fundo sobre o assunto. Essa semana eu recebi um e-mail falando à respeito e esse interesse surgiu. Aproveitando que estou de férias, resolvi pesquisar e contar pra vocês tudo que eu descobri. Vamos lá?

A moda sustentável alçou vôo no século XXI e passou de uma simples tendência para um comportamento. Também conhecida como eco fashion, a moda sustentável visa à confecção de vestimentas que utilizem matérias-primas ecologicamente corretas, que respeitem as leis trabalhistas, que levem em consideração o impacto da produção no meio ambiente e que garantam a cooperação entre produtor e comunidade local. No Brasil, a questão da sustentabilidade vem se tornando essencial para várias marcas nacionais. Indo além dos tecidos “inteligentes” menos agressivos ao meio ambiente, pois tanto a produção do algodão, quanto a produção do nosso jeans de cada dia, é altamente poluente. E promovendo o comércio justo e com responsabilidade social junto à produção, a moda sustentável abraçou o ideal de equilíbrio entre a natureza, economia e sociedade para alcançar o novo consumidor, mais exigente e preocupado com as pegadas que deixa sobre o planeta.
Incorporando às criações de vestuário, valores como consumo consciente e personalidade, a moda engajada ganhou poderosos defensores em todo o mundo, que vão desde as cooperativas de moda artesanal ao mais alto público da moda de luxo. A editora da revista Vogue, Anna Wintor, uma das primeiras a citar em um editorial o tema moda atrelada à ecologia, deixou o recado: “fashion não é sobre olhar para trás, é sobre olhar para frente”. E foi percebendo que o “verde é o novo pretinho básico” que produtores e consumidores transformaram o conceito em sinônimo de glamour, originalidade e responsabilidade, e deu início a criação de uma nova cadeia de produção de moda, voltada, justamente, para o olhar “à frente”. E lá fora, Stella MacCarteney prova que é possível unir tudo isso em uma peça.
Um dos maiores nomes da moda verde brasileira é a carioca Osklen, com roupas feitas de algodão orgânico, látex natural da Amazônia, palha, seda, couro de pirarucu, lona de eco juta e malhas de PET reciclado. O estilista responsável pela criação das peças, Oscar Metsavaht, fez da sustentabilidade uma das marcas registradas da Osklen.


Embora a produção de roupas sustentáveis realmente seja mais cara, ela ainda é mais vantajosa em termos ambientais, pois os custos que resultam do modo de produção do fast fashion certamente serão mais altos com a degradação do meio ambiente. Mas já tem um mercado interno interessado neste segmento e que, no futuro (e eu espero que breve), haverá mais investimento no setor, capaz de viabilizar cada vez mais uma “moda verde” brasileira, fazendo com que mais pessoas se interessem por esse estilo de vida.


Em BH já temos algumas marcas sustentáveis como a GREN CO. BRASIL que desenvolve roupas, calçados e acessórios utilizando matérias primas sustentáveis e tecnológicas, buscando oferecer uma moda alegre, descontraída, com conforto, qualidade e design. E a marca GRAMA da estilista Ana Sudano (que eu tive o prazer de assistir uma palestra na faculdade). A Grama produz para o segmento feminino e aposta em jeans de algodão reciclado e pet, jeans de seda e malhas ecológicas, mix de fios de barbantes reciclados, lã de merino artesanal reciclado com tingimento natural, além de sedas puras, organza, chiffon e cetim, e artigos com fios rústicos. Todos os fornecedores e matérias-primas são 100% brasileiros e a marca prioriza produtos e serviços vindos de empresas com políticas ambientais e sociais coerentes, além de trabalhar com cooperativas, ONGs e associações. Super bacana né?

GREEN CO. Verão 2015 


Coleção Verão 2015 – Grama Roupas Ecológicas

E aí gostaram?
Alguém já se interessa pela moda sustentável? Contem tudo, que eu quero saber!

Até semana que vem!
Beijos!


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