MUITO MAIS AMOR, POR FAVOR! ❤


    Em 2015, na época com 4 anos, Laura mudou de escola e eu comecei a perceber que ela voltava sempre triste para casa. Ela me disse que uma coleguinha não queria brincar com ela porque disse que seu cabelo era feio. Eu chorei muito. Fui tomada por um sentimento de raiva e minha vontade era ir lá e tirar satisfações com a menina. (Puxa! Somos mães, somos leoas!) Mas eu respirei fundo e a racionalidade foi voltando. Ela ofendeu a minha filha mas é só uma criança, que não sabe o que diz e que precisa de orientação. Então, fui pessoalmente na escola e conversei com a professora. Cabia a ela conversar com a criança e com sua mãe para orientá-la e impedir que isso continuasse. Dias depois fiquei sabendo que a professora a chamou para que pedisse desculpas à minha Laura e desse um abraço nela. Perguntei para a Laura se agora estava tudo bem, já que a coleguinha já havia se desculpado: "Não está nada bem, mamãe! Eu não quero que ela me dê um abraço, eu quero que ela seja minha amiga e brinque comigo!".
    Sentir que sua filha é rejeitada dói muito! Mas engoli aquele nó na minha garganta e a encorajei: "Filha, você é linda! Seu cabelo é lindo! E quem disser o contrário não sabe de nada! Se ela não quer brincar com você, deixa pra lá. Ela que vai perder pois você é muito legal!". Ela me ouviu, mas não deixou pra lá. Ela não sossegou enquanto não fez a menina brincar com ela. Esse infeliz começo ficou para trás e até hoje elas são super amigas. 
    Fiquei orgulhosa! Minha filha é forte e soube dar a volta por cima no preconceito muito melhor do que eu! No caso da minha filha, o preconceito partiu de uma criança, sem entendimento. E essa criança pôde aprender que devemos tratar o próximo com amor, independente de suas características físicas. Acredito que ela não será uma adulta racista e cruel como essa senhora sem alma que ofendeu a Titi. Essa sim, precisa ser severamente punida!

    O preconceito existe por todos os lados, inclusive disfarçado de sugestões de produtinhos para alisar o cabelo da minha filha. NÃO QUEREMOS! Ela é apaixonada por suas "molinhas" (e eu também!)! Portanto, PARE DE QUERER TRATAR O CABELO DA MINHA FILHA E VÁ TRATAR O SEU PRECONCEITO!




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